quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Retrato de um Povo

É nos bastidores da nação onde se desvelam os verdadeiros heróis e heroínas do Brasil, a autobiografia do País se revela nas mãos calejadas do trabalhador, na pele queimada do sol, no olhar triste das crianças que passam fome, um País que mantém seus políticos refrescados economicamente, a custa do suor de milhares de trabalhadores, homens e mulheres que deixam suas pegadas, no chão árduo do atual cenário político e econômico brasileiro. Um povo corajoso que impõe a bandeira da fé e da superação frente à mascarada e cruel corrupção praticada pelos abutres do governo.
O dia do trabalhador, comemorado mundialmente em 1º. De Maio, representa as chaves que libertaram milhares de operários de condições subumanas de trabalho, nasceu da luta e do luto de pessoas que acreditaram, que lutaram por seus direitos.
Esta especial data nos lembra que todo dia é dia de trabalho, e que somos vitimas de um governo falho, corrupto. Que a data tenha finalidade de homenagear a mão-de-obra, o fundamento, os pilares que sustentam nosso Brasil: o trabalhador. Que nos incite a pensar, que sirva para caírem as mascaras da corrupção diante dos pés da justiça, que seja erguida a bandeira em favor dos oprimidos, em favor daqueles que não tem escolha, que são obrigados a se sujeitar as péssimas condições de trabalho para ter o que comer, que esta especial data faça menção ao povo que não vive, mas sobrevive.
Vamos homenagear os heróis invisíveis, os agentes secretos que trabalham nas noites sem fim, na coleta do lixo, que mantém as cidades habitáveis, este é só um exemplo, poderíamos citar milhares. A calçada da fama do povo brasileiro é um chão árido e pedregoso, onde todos eles deixam sua marca, sobretudo uma marca que chama atenção, pois é uma marca de fé, de esperança diante das condições mais adversas, um povo que consegue sorrir, mesmo com seus poucos dentes na boca. Um povo que desenha no cenário social um quadro pintado com tintas de esperança, que acredita no exílio definitivo da corrupção, no fim da revoltante desigualdade social. Não há dúvida que a falta de valorização e de respeito aos trabalhadores constituam as chibatadas do século 21, as senzalas nas quais foi lançada a dignidade humana.
A corrupção diária no governo brasileiro é a patrocinadora do desalentador quadro de desigualdade no País. Enquanto o operário trabalha de sol a sol para ganhar um salário mínimo, deputados vivem refestelados em cartões de crédito, em viagens milionárias, com salários exorbitantes, lembrando que tudo isso, a custo do governo e do povo que contribui com pagamentos de um sem números de impostos. Vamos, neste dia especial, celebrar a vitória silenciosa de todos aqueles que corajosamente se dedicam na construção do País, vamos respeitar o grito sufocado de dor e revolta no silêncio da rotina dos que sofrem na pele as conseqüências da desigualdade social, outrossim vamos acreditar numa reforma social, acreditar em políticos honestos, que utilizem sua vida política em favor do povo, que lutem para garantir os direitos de milhares de cidadãos, pois somente assim será possível a construção de uma nova identidade ética no contexto político. Enquanto isso Brasil, mostre a sua cara.




( Cassiane Schmidt)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Memórias anos 80/90














































































terça-feira, 14 de abril de 2009

Borboleta na janela


Estava trabalhando no meu escritório quando notei a presença de uma pequena borboleta debatendo-se na parte superior da janela, ela batia suas asas contra o vidro, bastava apenas descer um pouquinho e encontraria a passagem para rua, e poderia sair voando.
Eu, ocupada demais, acabei deixando o pobre inseto debater-se por algum tempo, até que aquela luta desleal, da borboleta com o vidro da janela, me incomodou. Parei por alguns instantes tudo o que estava fazendo, neste momento pude perceber o invisível, percebi que mesmo a liberdade estando a poucos centímetros da borboleta ela não conseguia enxergá-la, estava tão obstinada com a paisagem por detrás do vidro, que não conseguia perceber que era preciso ir em busca da liberdade e não ficar apenas sonhando com ela.
Por quantas vezes nós também ficamos como a pobre borboleta?Cegos, debatendo-se num problema, paralisados num obstáculo, sem perceber que a saída está logo ali, bem diante de nossos olhos.
Envergonhada pela indiferença ao sofrimento do pobre inseto de indelével beleza, levantei-me e fui até a ela, peguei-a delicadamente e soltei-a no ar. Impressionante foi ver a borboleta sair voando neste céu azul de abril, acariciada pelo sol morno desta estação de uma deliciosa particularidade climática.
Provavelmente a borboletinha irá sobrevoar jardins, polinizar plantas e flores, encher de graça o mundo com sua beleza, seguir sua missão.Inevitável foi, não lembrar duma bela mensagem, que conta a história de um homem que vendo o sofrimento da borboleta tentando romper o casulo, tentou ajudá-la, pegou uma tesoura e fez uma pequena abertura no casulo para que a borboleta pudesse sair mais facilmente.

A borboleta então saiu com facilidade, mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas amassadas, era incapaz de voar pois saiu do casulo antes da hora certa! Pois tudo na vida, caros leitores, tem a hora certa para acontecer!
O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo com que a natureza fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, para que assim ela conseguisse desenvolver resistência para o vôo.
Muitas vezes agimos como o homem da história, queremos facilitar as coisas para o outro, isso cabe muito bem aos pais, muitos deles acreditam que conceder aos filhos várias “facilidades”, que ao fazer “tudo” pelos filhos, estão contribuindo para torná-los melhores, o que não sabem, ou fingem não saber, é que acabam criando aleijões emocionais e desvios de caráter em suas próprias crias!
Deixem seus filhos crescerem, dêem-lhes boa educação e deixe que eles façam o resto! Pais assistencialistas acabam sendo assistidos mais tarde por uma série de problemas com os filhos.
É preciso ter equilíbrio e sabedoria, antes de sair rompendo casulos, antes de ir poupando os que amamos de tudo, cada pessoa necessita passar por determinadas experiências, e muitas vezes o sofrimento por determinado tempo é a medida necessária para tornar-nos mais fortes e resistentes.Devemos ajudar nossos irmãos, as pessoas que amamos, até mesmo uma indefesa borboleta presa na janela, contudo a ajuda deve ser na medida em que não impedimos o crescimento do outro, não podemos roubar experiências de aprendizagem, muito menos subestimar a capacidade das pessoas que amamos de resolverem seus próprios problemas.
Ajudar não pode jamais isentar o outro de suas responsabilidades, cada pessoa deve caminhar com suas próprias pernas, ou voar com suas próprias asas! De nada adiantaria eu libertar a borboleta da janela se ela não tivesse vontade e condições de voar!
Cada um de nós terá que romper seus próprios casulos ao longo da vida, portanto não faça tudo pelo outro, não queira ser a bengala de ninguém, pois assim você estará correndo o risco de fazer o outro acreditar que ele não é capaz de caminhar com suas próprias pernas. Amor e sabedoria são como remos de um barco, se remarmos o barco com um só remo, ele acabará dando voltas e não conseguirá sair do lugar.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Eu assim os dizia










Borboleta
Elefante
E
Banheiro

Eu assim os dizia:

Babuleta
Efalante
E
Baleto


Palavras soltas na fala da criança
Imaginação livre de normas
Alegria e encanto de infância
Liberdade de puras formas

Com os anos aprende-se a falar
Com dedicação aprende-se a escrever
A criança eterniza no brincar
Aquilo que o adulto esquece ao crescer


(Cassiane Schmidt)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O dia em que Cristo ressuscitou!


No dia em que Cristo foi crucificado
Onde estava a sabedoria?
Passeando na ignorância dos judeus
Tecendo preces no coração de Maria?

Onde estava enterrado os corações dos homens?
Mergulhados na escuridão da morte
Escondidos na alcova fria da crueldade
Ou no beijo amargo de um Judas Iscariot?

A vitória da vida sobre a morte
Vem a Páscoa nos lembrar
Açoites ecoam das terras de Jerusalém
Homens e mulheres curvados aos pés do altar

A Páscoa vem anunciar a esperança
CRISTO NÃO MORREU!
Nem mil açoites, nem a mais cruel provação
Nada pode atingir o filho de Deus!

O sangue vertido da face de Jesus
Escorre sobre o destino dos homens
Morreu o pecado com suas chagas na cruz
A maldade há de morrer de fome!

Cristo,

Fez nascer a esperança da vida eterna
Arquiteto do bem deixou-nos um projeto sagrado
Amar-nos uns aos outros
Fazer doce o coração amargo!

Muitos há, que vivem de mãos lavadas
Assim como fez um tal de Pilatos
Esqueceram o projeto de Deus
Caminham para o abismo em lentos passos

Seguimos pela terra com dignidade
Assim como nos ensinou Jesus
Que nossa vida seja feita de CARIDADE
Que a fé e o amor vençam o peso da cruz!


Cassiane S.S

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sobre o tempo


Os dias são testemunhas dos anos,

os anos são cúmplices do tempo,

e o tempo faz germinar o que plantamos

nas horas dos dias!
(Cassiane S.S)