
O meu olhar é um poeta de talento
Quem dera eu traduzir em palavras
Aquilo que ele me escreve por dentro!
Quem dera eu traduzir em palavras
Aquilo que ele me escreve por dentro!
Mas não consigo, luto em vão
Foge-me pelos dedos
A sombra duma impressão
Parir a palavra do sentimento
Árduo trabalho
É COMO
Lapidar pedra com vento
Lapidar pedra com vento
Então, quieta, boquiaberta
Sento dentro de mim
Assento-me na solidão
Até o poema chegar, dizer : sim!
Chega disfarçado, ô bicho danado!
Escorre pelas mãos
Depois ao final
Lamento ver, o que dele
Sobreviveu ao papel
Cassiane Schmidt
Cassiane Schmidt
Um comentário:
Preciso nem dizer o tanto de lindo que está esse poema.
Lindo, tocante e sensível.
Parabêns, beijos
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